quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A Defesa
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
e-Boa na rede
SANTOS, Boaventura de Sousa. In: SOUSA, Marcio-André de. O Evangelho segundo King. In: Panorama da palavra. no 58. Disponível em http://www.panoramadapalavra.com.br/principal_frame_index58.html. Acesso em 23 de junho de 2010.
SANTOS, Boaventura de Sousa. In: Fotolog. Disponível em http://www.fotolog.com.br/ducarvalho/45860828. Acesso em 15 de maio de 2009.
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Chico Science e o Mangue Beat
(Extraído da ENCICLOPÉDIA GALÁCTICA, volume LXVII, edição de 2102).
AFROCIBERDELIA (de África + Cibernética + Psicodelismo) – s.f. – A arte de cartografar a Memória Prima genética (o que no século XX era chamado “o inconsciente coletivo”) através de estímulos eletroquímicos, automatismos verbais e intensa movimentação corporal ao som de música binária.
No jargão das gangs e na gíria das ruas, o termo “afrociberdelia” é usado de modo mais informal:
a) Mistura criativa de elementos tribais e high-tech:
“Pode-se dizer que o romance The Embedding, de Ian Watson, é um precursor de ficção-científica afrociberdélica”.
b) Zona, bagunça em alto-astral, bundalelê festivo:
“A festa estava marcada pra começar as dez, mas só rolou afrociberdelia lá por volta das duas horas da manhã”.
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Para saber mais, assista ou
leia em várias graduações...
- reportagem de Luciano Marsiclia na revista Superinteressante
- vídeo de Chris Almeida mostrando o hibridismo de nossa cultura, esse nosso jeito misturalista de ser. Disponível em http://vimeo.com/5700192
- NETO, Moises. Chico Science, a rapsódia Afrociberdética. Recife, 2001: Edições ilusionistas. Disponível em http://www.moisesneto.com.br/arapsodiaafrociberdelica.pdf
E não podemos fugir da nossa etnia.
Todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia.
Índios, brancos, negros e mestiços
Nada de errado em seus princípios.
O seu e o meu são iguais
Corre nas veias sem parar.
Costumes, é folclore, é tradição.
Capoeira que rasga o chão
Samba que sai da favela acabada
É hip hop na minha embolada.
É o povo na arte, é arte no povo
E não o povo na arte, de quem faz arte com o povo.
É o povo na arte, é arte no povo
E não o povo na arte, de quem faz arte com o povo.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Humberto Barbosa Mendes, Humberto de Maracanã
Claro que vejo todas as brincadeiras e tento assistir a maior parte da festa, mas aos poucos fui afunilando o que gosto e não só a brincadeira, mas as pessoas que estão nela, passam a fazer parte da viagem ao Maranhão e sua encantaria, de uma viagem maior.
“Maracanã é bairro da zona rural de São Luís que mantém viva (e crescente) a tradição do bumba-meu-boi de matraca – ou sotaque da ilha.”
“Nascido em 1939, Humberto Barbosa Mendes tem o hábito do boi desde menino. Figura emblemática, iniciou-se como compositor e intérprete de toadas aos 12 anos de idade. Aos 34, tornou-se Cantador Humberto do Maracanã. Hoje é reconhecido pelo Ministério da Cultura como Mestre em Cultura Popular e um dos maiores divulgadores da tradição musical maranhense. “
(LEIA MAIS em http://www.culturabrasil.com.br/programas/veredas/arquivo-15/vida-de-cantador-humberto-do-maracana-3)
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domingo, 8 de agosto de 2010
TABACARIA
- Site sobre Fernando Pessoa, com direito a biografias, fotos e poemas. http://www.pessoa.art.br/?p=446 Nele descubro que Tabacaria teve quase o título de Marcha da Derrota.
- Vá até o site do you tube (www.youtube.com.br) e coloque na guia de pesquisa
. Aparecem vários links e você poderá ouvir Tabacaria com sotaque português, uma delícia, como este http://www.youtube.com/watch?v=T_RqaYR-SN0&feature=related.
- Reencontrei Tabacaria no Museu da Língua Portuguesa. Sempre um bom passeio pela cidade, São Paulo, e pelas palavras.
Foto de Daniella Gramani -----------------------------------------------------------
Helena Kolody

Biografia na Wikipédia - (http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Kolody)
Seus pais foram imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil. Helena passou parte da infância na cidade de Rio Negro, onde fez o curso primário. Estudou piano, pintura e, aos doze anos, fez seus primeiros versos.
Seu primeiro poema publicado foi A Lágrima, aos 16 anos de idade, e, aos 20 anos, Helena iniciou a carreira de professora do Ensino Médio e inspetora de escola pública. Lecionou no Instituto de Educação de Curitiba por 23 anos. Helena Kolody, segundo o que consta em seu livro Viagem no Espelho, foi professora da Escola de Professores da cidade de Jacarezinho, onde lecionou por vários anos.
Pioneira dos Haikai
Em 1941 Helena Kolody, com 29 anos de idade, publicava seu primeiro livro, Paisagem Interior, com 45 poemas. Entre os quais três eram haicais e, no meio destes, o mais popular da autora:
Suspensa dum ramo em flor,
Num dia de sol.
Esqueceram-se nos teus,
Perdidos em sonho.
Leia mais no site CAQUI sobre os haikai e a poesia de Helena http://www.kakinet.com/caqui/kolody.php
e é daí também que retiro as pala
vras do Leminski sobre ela:"Nossa padroeira é o poeta mais moderno de Curitiba, de uma modernidade enorme, uma modernidade de quase oitenta anos. Nenhum de nós tem modernidade desse tamanho". E termina: "Tem certas manhãs azuis em Curitiba, mas tão azuis, tão azuis, que eu tenho certeza: Helena Kolódy acordou cedo e olha por todos nós".
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Poesia Concreta

Poesia Concreta: um site herbivocovisual
"Ao trabalhar de forma integrada o som, a visualidade e o sentido das palavras, a poesia concreta propõe novos modos de fazer poesia, visando a uma ‘arte geral da palavra’. A expressão joyceana verbivocovisual sintetiza essa proposta que, desde os anos 1950, foi colocada em prática pelos poetas Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Ronaldo Azeredo, desdobrando-se até hoje, ao longo de mais de cinco décadas de produção em suportes e meios técnicos diversos – livro, revista, jornal, cartaz, objeto, lp, cd, videotexto, holografia, vídeo, internet."
Viaje pelos mares da poesia concreta deste site http://www.poesiaconcreta.com.br/
MERGULHE!
Augusto de Campos
De uma paradinha também neste porto, o blog oficial de Augusto de Campos: http://www2.uol.com.br/augustodecampos/
Em especial, visite Poemas, além do texto Poesia concreta: um manifesto.
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sábado, 31 de julho de 2010
Para além do pensamento abissal
RESUMO
Na primeira parte do ensaio, o autor argumenta que as linhas cartográficas "abissais" que demarcavam o Velho e o Novo Mundo na era colonial subsistem estruturalmente no pensamento moderno ocidental e permanecem constitutivas das relações políticas e culturais excludentes mantidas no sistema mundial contemporâneo. A injustiça social global estaria portanto estritamente associada à injustiça cognitiva global, de modo que a luta por justiça social global requer a construção de um pensamento "pós-abissal".
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Para uma sociologia das ausências e uma sociologia das emergências
cada vez que eu o leio, ele se refaz, ele se acrescenta algo, que antes, tenho certeza, não estava lá;
passei a vê-lo como uma obra aberta, onde se ouve várias vozes, uma polifonia de sentidos;
também nele cabem, vários outras novas vozes, as suas talvez...
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"O presente capítulo sumaria a reflexão teórica e epistemológica a que me conduziu um projecto de investigação com o título «A reinvenção da emancipação social» por mim recentemente dirigido. Este projecto propos-se estudar as alternativas à globalização neoliberal e ao capitalismo global produzidas pelos movimentos sociais e pelas organizações não governamentais na sua luta contra a exclusão e a discriminação em diferentes domínios sociais e em diferentes países. O principal objectivo do projecto foi determinar em que medida a globalização alternativa está a ser produzida a partir de baixo e quais são as suas possibilidades e limites. Escolhi seis países, cinco dos quais semiperiféricos, em diferentes continentes. A minha hipótese de trabalho foi que os conflitos entre a globalização neoliberal hegemónica e a globalização contra-hegemónica são mais intensos nestes países. Para confirmar esta hipótese, seleccionei também um dos países mais pobres do mundo: Moçambique. Os seis países escolhidos, para além de Moçambique como país periférico, eram a África do Sul, o Brasil, a Colômbia, a Índia e Portugal. Nestes países, identificaram-se iniciativas, movimentos, experiências, em cinco áreas temáticas em que mais claramente se condensam os conflitos Norte/Sul: democracia participativa; sistemas de produção alternativos e economia solidária; multiculturalismo, direitos colectivos, pluralismo jurídico e cidadania cultural; alternativas aos direitos de propriedade intelectual e biodiversidade capitalistas; novo internacionalismo operário. Como parte do projecto, e com a intenção de identificar outros discursos ou narrativas sobre o mundo, realizaram-se extensas entrevistas com activistas ou dirigentes dos movimentos ou iniciativas sociais analisados.O projecto levou a uma profunda reflexão epistemológica de que resultou o presente capítulo."



